quinta-feira, 17 de abril de 2008

Entrevista do mister dos juniores António Jorge ao jornal Noticias de Cambra



Como se sente depois de ter vencido esta fase, que lhe dá acesso à Fase Nacional?

Senti-me o homem mais feliz do mundo. A ACR Vale de Cambra merecia esta vitória, pois, depois de tantas conquistas, em diversas modalidades, faltava-lhe esta, de juniores em futsal, para dignificar e honrar ainda mais a associação mais representativa de Vale de Cambra.

O que representa para si este triunfo?

Para mim representa muito, mas, na minha opinião, representa mais para os jogadores, para a instituição e secção de futsal, em especial.

Estava a espera deste êxito?

Não, sinceramente, não estava à espera deste êxito. No início da temporada, assumi que caso ficasse, nos primeiros quatro lugares, para disputar a série dos primeiros, que abandonava o cargo, baseado na qualidade do plantel, que tinha à minha disposição. Terminando a fase regular, nos primeiros lugares, não era tarefa muito fácil, devido à qualidade das equipas que compunham o grupo, onde estávamos inseridos, como era o caso do, até então, campeão em título, Beira Mar, e a equipa que havia ficado na segunda posição, que era o Dínamo Sanjoanense, que, inclusive, já havia assumido querer sagrar-se campeã distrital. Gostaria de recordar que estas duas equipas se reforçaram muito, com o objectivo de atingirem os seus objectivos iniciais. No entanto, os meus jogadores e toda a secção, também, trabalharam muito para não defraudarem as expectativas e nunca deixaram de acreditar, no seu valor, mesmo tendo ficado, na fase regular, num “modesto” lugar, nomeadamente o terceiro posto, o que nos fez com que cumpríssemos, desde logo, com os pressupostos iniciais. Gostaria, também, de recordar que houve uma equipa, pelo menos alguém pertencente ao nosso concorrente directo, na segunda fase, que acusaram que a nossa equipa era constituída por “ Um excelente guarda-redes e quatro mecos”! Curiosamente estes quatro “mecos”, juntamente com os excelentes guarda-redes e o restante plantel, não deram quaisquer hipóteses ao seu adversário. Incrivelmente o único jogo que perdemos foi, quanto a mim, contra a melhor equipa do campeonato, ou seja o Beira Mar, antigo campeão,.por 5-6, nos últimos segundos e com um auto-golo de um nosso jogador.

Este triunfo é também de António Jorge?

Sim, também, é meu, mas principalmente dos jogadores e de toda a secção.

Quais as equipas e jogos que quer recordar pela positiva?

Pela positiva o Beira Mar. Pela negativa o Dínamo Sanjoanense, pois não sabem perder, os seus directores, infelizmente, não sabem andar no desporto. Os seus jogadores não pagam pelos erros dos seus directores, mas custou-nos mesmo muito sentir que ainda existem pessoas que em nada dignificam o futsal. O jogo que mais custou foi em Aveiro, frente ao Beira Mar, e no Sábado, frente ao Barro. A ansiedade e pressão pesaram nas dificuldades que nos apareceram, na partida que nos consagrou como campeões. Estive sempre convicto que vencia a partida e nos sagrávamos campeões, mas sabemos que em muitas das vezes, a qualidade, o crer e a atitude de campeões, são traiçoeiras. Espero que o resto desta temporada não tenhamos que andar, novamente, atrás do resultado, pois na maioria das partidas o nosso adversário adiantava-se no marcador e nós tínhamos que dar a volta ao resultado. Caso fossem mecos, acredito-me que não conseguíamos.

Aproxima-se a próxima fase, o que pudemos esperar da ACR?

Pessoalmente só vi jogar o Freixieiro. Uma equipa muito forte, mas os meus jogadores não vão virar a cara a luta e tudo farão para honrarem o nome da ACR. As outras equipas para serem campeões, acredito-me que têm muito valor, pois não se é campeão por sorte ou acaso. Daí não acreditar em facilidades na próxima fase.

O que pode valer esta equipa? Quais os adjectivos que melhor classificam a sua equipa?

É uma equipa que se, une, nos bons e nos maus momentos. É um grande plantel, com um espírito de sacrifício acima da média, uma vez que alguns dos jogadores estão sempre dispostos a jogar e a treinar, mesmo estando debilitados fisicamente. Posso recordar que no último, e decisivo, jogo, entre outros como já aconteceu, tivemos dois jogadores que não treinaram durante a semana, e fizeram um jogo excepcional. Esta não foi uma situação única, pois nada pudemos apontar a estes jogadores.

Quer deixar alguma mensagem?

Gostaria de agradecer a toda secção, à minha esposa, que me ajuda mesmo muito, apoiando-me sempre nos bons e maus momentos, que, felizmente, foram poucos. Ao Ricardo Canavarro uma palavra de agradecimento pela ajuda que me tem dado e vai continuar a dar, assim como a toda a massa associativa. Neste caso, não queria deixar de agradecer as mensagens de muitos apoiantes e amigos, que em muitas das vezes, não estavam nos jogos e mesmo assim enviavam as mensagens para me darem o apoio ou mostrarem a sua preocupação e gosto com este plantel.

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