Entrevista ao presidente da Associação Cultural e Recreativa de Vale de Cambra

Como é que surgiu esta ligação com a ACR? Conta-nos um bocadinho do teu percurso na ACR.
Já sou sócio da ACR desde os tempos em que fui jogador de xadrez, já lá vão cerca de 20 anos. Desde essa altura que tenho acompanhado com atenção o evoluir da Associação. Em 2001 e 2002 fiz parte da Direcção como Vice-presidente para a Área Cultural e Recreativa. Voltei agora como Presidente.
E agora a presidência da colectividade, como é que as coisas aconteceram?
Foi uma convergência de vontades e necessidades: a vontade que tinha em ajudar a ACR, a vontade manifestada por algumas pessoas ligadas à Associação para que eu assumisse este projecto e acima de tudo a necessidade de surgir uma direcção para dar estabilidade e continuidade ao trabalho iniciado à trinta anos.
Como é que herdaste a ACR?
Herdo uma instituição que é uma referência no concelho, quer pelo património criado, quer pela multiplicidade das actividades, quer pelo elevado número de sócios e atletas.
Contudo sinto que os sócios estão um pouco afastados da “vida” da associação e sinto também um certo distanciamento entre as secções.
Considero que as sucessivas crises directivas dos últimos anos têm criado alguns problemas ao nível da organização, pese embora o esforço e a dedicação desenvolvidos pelas pessoas ligadas à Associação.
Consciente do peso e do nome que a ACR conquistou ao longo destes 30 anos, a tarefa não será fácil…
Nada fácil. Embora tenha adquirido alguma experiência no trabalho desenvolvido nesta e noutras Associações, este é sem dúvida o projecto mais difícil e aliciante que enfrento, mas estou confiante que esta equipa o vai superar.
Que ideias, que projectos tens para a ACR?
O principal projecto passa por manter o nível de qualidade e exigência que a associação nos tem habituado. Contudo existem alguns aspectos a melhorar, nomeadamente ao nível da organização. Outros projectos passam por uma maior abertura da Associação à comunidade e às outras instituições do concelho e apostar num maior envolvimento e intervenção dos sócios. Existe também a parte cultural, a qual tem sido um pouco esquecida, em detrimento da desportiva, e nessa área a nossa ideia passa por uma maior taxa de ocupação do nosso anfiteatro, quer com actividades internas quer externas.
O que é que a ACR precisa para contornar esta crise directiva, que nos últimos anos a tem abalado?
Esta crise directiva não é exclusiva da ACR, é uma crise que tem afectado o associativismo em geral. Uma das apostas desta direcção é envolver mais os sócios na vida da Associação, promovendo a comunicação e a participação. Este envolvimento criará nos sócios uma maior vontade de assumir desafios e responsabilidades.
E no plano financeiro, como é que as coisas estão?
A ACR sempre foi gerida com muita responsabilidade, o que nos permite ter a situação financeira controlada, existindo dificuldades de tesouraria que têm vindo a ser resolvidas pontualmente.
A nossa maior preocupação financeira continua a ser a existência da dívida com a construção da sede social e do pavilhão. Apesar de se viverem tempos difíceis, é objectivo desta direcção reduzir substancialmente (se possível eliminar) esta dívida. Pensamos consegui-lo com novas ideias e um maior apoio.
Outra das nossas preocupações é o nosso pavilhão que já começa a precisar de obras de manutenção e algumas delas de valor significativo, nomeadamente a bancada e os balneários.
Para terminar, que apelo gostarias de deixar aos sócios e aos valecambrenses em geral?
Aos sócios que participem mais na vida da associação e aos valecambrenses que continuem a apoiar-nos com o “carinho” demonstrado até agora.
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